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O tempo: sábio e justo
O tempo. O tempo é sábio e justo. Passa rápido, não avisa, não chama a atenção. Assiste a tudo calado, observa todas as pessoas ao mesmo tempo. Sabe tudo que elas fazem. Anota tudo, num caderno de capa transparente, porque para ele, o tempo, não há segredo. O tempo é também um grande juiz. Dele ninguém escapa. Com o passar do tempo, fortes se tornam fracos, fracos ficam fortes. Doentes ficam curados e pessoas que esbanjam saúde adoecem. Tempo, na maioria das vezes, é sinônimo de justiça. Ninguém dá ordens ao tempo. Ele é mestre das suas vontades. Não adianta ir contra ele. Não adianta querer enganá-lo com artifícios fajutos que se desgastam com passar, lá vem ele de novo, do tempo. Por isso, cada um de nós precisa aproveitar o tempo da melhor maneira possível. Aprendendo, ensinando, trabalhando, aconselhando, ajudando, perdoando, rezando, respeitando e amando. Amando o próximo, amando a Deus, amando os animais, amando a vida. Que este final de semana seja o começo de um tempo melhor para todos.
PROJETO MENTE LIVRE O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, em sua passagem por Natal, quinta-feira passada, levou na bagagem um DVD sobre o Projeto Mente Livre, entregue pelo secretário de Justiça e Cidadania, Leonardo Arruda Câmara, que leva a prática do yoga a presídios norte-rio-grandenses. O Mente Livre, pioneiro no Brasil, tornou-se internacionalmente conhecido e merece todo o respeito da sociedade. Quem o coordena é a maior autoridade em yoga do Brasil, professor José Hermógenes de Andrade Filho. Um dos instrutores é Luiz Henrique Gusson Coelho, que escreveu um livro sobre a transformação da sua vida, desde que conheceu o yoga no cárcere. O livro será lançado até o fim do ano, em cinco países.
ERRO DE CONEXÃO A TIM informa que até setembro consertará a bagunça em seu sistema e promete que os telefones voltarão a funcionar. Mas será que os usuários prejudicados, como eu, podem passar a pagar suas contas somente no próximo mês?
Escrito por João Ricardo Correia às 16h40
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Estamos de olho nos bandidos
Ailton Medeiros e Alex Viana, dois jornalistas que não cansam de correr atrás da notícia e que, por isso, incomodam, são as mais novas vítimas de ameaças em Natal. Caicoense, extrovertido, autêntico e de uma inteligência inquestionável, o criativo e polêmico Ailton Medeiros, amado e odiado, tem recebido alguns telefonemas “estranhos” e sábado passado, à noite, foi perseguido durante alguns minutos, por um Gol claro (branco ou bege), logo depois de mais um dia de trabalho neste jornal. Alex Viana, natalense que gosta de curtir a vida sem esquecer da responsabilidade profissional, é um dos bons repórteres do Estado. Insistente, curioso, fuçador, não volta à redação sem uma boa matéria. Vibra a cada novidade. Fica triste quando o dia só rende assuntos “frios”. Nesta quarta-feira, um bilhete escrito com letras arredondadas, chegou, pelos Correios, à redação do JH Primeira Edição, intimidando o jovem comunicador. Tentar calar o jornalismo sério é atitude típica de bandido, covarde, sem princípio, que teme a verdade. Poucos dias depois de dois profissionais da Rede Globo serem sequestrados e usados para que a emissora divulgasse exigências de bandidos armados em rede nacional de televisão, ameaças atingem profissionais da imprensa local. Claro que Alex e Ailton não foram ameaçados por ninguém do PCC. Mas também está muito claro que eles estão sendo observados por bandidos não menos covardes e imbecis que os que aterrorizam São Paulo nos últimos meses. Bandido é bandido em qualquer lugar. E bandido não gosta da imprensa responsável, vigilante, comprometida em mostrar a verdade à sociedade. Bandido gosta de facilidade, de vida boa, de ter dinheiro sem precisar suar a camisa. Solidarizo-me a todos os colegas jornalistas que, de alguma forma, já foram vítimas de ameaças. Em particular aos dois amigos de redação. E os bandidos que não se enganem: nós também estamos de olho neles.
Escrito por João Ricardo Correia às 18h56
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AMEAÇA Jornalista Alex Viana, repórter da editoria de Política do JH Primeira Edição, recebeu hoje à tarde um bilhete, assinado por um covarde que se identifica apenas Gonçalo, ameaçando o profissional de imprensa. O blog solidariza-se com Alex Viana, ao mesmo tempo que repudia atitudes como essa, que tentam parar um trabalho jornalístico sério.
Escrito por João Ricardo Correia às 17h26
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Pelo direito de ir e vir
Na manhã de hoje, estudantes, professores e funcionários da Escola Estadual Padre Miguelinho protestaram por uma reforma no prédio, reclamando que estão abandonados pela Secretaria Estadual de Educação. Até aí, tudo bem. Mas o problema é que alguns alunos resolveram impedir a passagem dos veículos em frente à escola e o tumulto se formou. A Polícia Militar foi acionada, algemou estudante, ameaçou prender professora, segundo imagens mostradas ontem à noite na TV Tropical, e aí as reclamações começaram, direcionadas ao comportamento dos PMs. Em meio a toda confusão, motoristas criticavam o impedimento do direito de ir e vir. Um motorista de ônibus exibia o rosto atingido por uma pedrada. Esse tipo de problema pode muito bem ser evitado se os protestos forem realizados de forma racional, pacífica, sem prejudicar ninguém, principalmente quem não tem nada a ver com a questão que está sendo discutida. Os protestos e reivindicações por melhorias devem existir, mas o respeito ao próximo precisar estar em primeiro lugar. Reclamar por uma reforma no colégio público é um ato merecedor de elogios, mas ir para o meio da rua promover desordem é uma atitude lamentável.
PARNABURACO As avenidas Rio Água Vermelha e Rio Nilo, no Parque Industrial, em Parnamirim, estão mais esburacadas que tábua de pirulito. Em muitos pontos, o asfalto desapareceu e os carros trafegam na contra-mão. Uma das crateras fica quase em frente a uma subprefeitura do município.
PONTA NEGRA O Conselho Comunitário de Ponta Negra e as organizações de base comunitária de Ponta Negra realizam neste sábado, às 8 horas, protesto contra a ameaça de perderem o “campo do Botafogo”, que desde 1951 é o único espaço de lazer da região. Um abraço simbólico marcará o evento.
Escrito por João Ricardo Correia às 19h24
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REFLEXÃO Fazer o bem e buscar a paz são atitudes que servem como alimento para o espírito. Não fazendo nada para prejudicar seu semelhante, você já estará fazendo muita coisa, principalmente, por você. A lei da ação e da reação é impecável. O que você planta, você colhe.
DROGAS Nunca ache que as drogas estão longe de você e da sua família. Sempre observe o comportamento dos seus filhos. Qualquer suspeita, a conversa franca, sem agressão, é o primeiro passo.
Escrito por João Ricardo Correia às 09h59
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A próxima vítima pode ser você
O Exército precisa mostrar a Marcola e seus comparsas medíocres como eles merecem ser tratados. Está mais do que na hora da população ir para as ruas pedir que o Estado assuma o seu papel. O Brasil não pode mais viver refém da bandidagem. Duas das vítimas mais recentes da ousadia desses marginais foram funcionários da Rede Globo. Mas poderia ter sido eu, você, seu vizinho, seu filho, um colega desempregado, o presidente Lula, a governadora Wilma de Faria. Não se pode mais admitir que cidadãos brasileiros vivam acuados, temerosos, seguindo determinações de um bando de vagabundos que vivem de assaltar, matar, estuprar, traficar drogas e praticar outras canalhices. O sistema penitenciário brasileiro está falido e ao invés de recuperar os detentos, entrega-lhes diplomas de especialização na marginalidade. As exceções existem, felizmente, mas são raríssimas. O povo brasileiro tem que mostrar que é mais forte que o PCC e tantas outras siglas que enojam a nação. É chegada a hora de cobrar providências das autoridades. De forma ordeira, responsável, apartidária, racional, inteligente, cada um cidadão, que não está satisfeito com a onda de violência que tira o nosso sossego, precisa protestar. O comodismo deve trocar de lugar com a vontade de lutar por dias melhores no presente, para que o futuro não seja uma tragédia para as novas gerações. Todos precisam dar as mãos e formar uma corrente anti-bandidagem. Se eles são 10 mil, sejamos 50 mil. Se eles forem 100 mil, sejamos 300 mil. Vamos ocupar as praças públicas, promover debates nas escolas, nas associações de bairros, nos sindicatos. Vamos exigir que as autoridades brasileiras parem de brincar de “gato e rato” e partam para decisões sérias, que combatam os criminosos e nos garantam o direito de ir e vir, pelo menos.
Escrito por João Ricardo Correia às 09h57
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